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Artigo 24 abr 2024

Dores persistentes no pós-dengue podem ser sinais de fadiga crônica

Dr. Durval Kraychete alerta que dores persistentes após o ciclo da dengue devem ser tratadas rapidamente para evitar a cronificação.

Dores persistentes no pós-dengue podem ser sinais de fadiga crônica

O Brasil registrou, do início do ano até a primeira quinzena de abril, 3.062.181 casos prováveis de dengue — quase o dobro de todo o ano de 2023.

Além da preocupação com novos casos e óbitos, tem crescido o número de pacientes que relatam continuar com sintomas após o ciclo do vírus: dor de cabeça, dor muscular e nas articulações e um cansaço que impede as atividades básicas da rotina.

Para o especialista em Acupuntura (RQE 5670) e Clínica da Dor (RQE 5672), Dr. Durval Kraychete, esses sintomas servem de alerta e devem ser tratados de forma célere, para evitar a cronificação da dor e o posterior desenvolvimento de síndromes como fadiga crônica ou fibromialgia.

“Durante um processo inflamatório, acontece uma resposta do sistema imunológico que atinge diretamente os receptores nervosos do nosso corpo específicos para a dor. As regiões inervadas ficam mais excitadas, aumentando a transmissão dolorosa, de forma que o paciente pode sentir dor mesmo após eliminar o vírus”, explicou.

O médico alerta ainda para o risco da automedicação: antiinflamatórios podem aumentar sangramentos em casos hemorrágicos, e o paracetamol pode ser agressivo em casos com comprometimento hepático.

O protocolo multimodal farmacológico e não farmacológico desenvolvido pela Clínica de Terapia da Dor tem alcançado resultados positivos, associando exercício físico orientado, acupuntura, anestésico local por via venosa, bloqueios regionais e analgésicos específicos.

Fonte: ibahia.com

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